Publicada em 16/04 de 2026
O envelhecimento populacional configura-se como uma realidade crescente no Brasil, demandando ações efetivas voltadas à promoção da saúde e à melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa. Nesse contexto, o projeto de extensão “Idoso Ativo, Vida Saudável: Educação e Prevenção em Saúde”, desenvolvido pelo curso de Enfermagem, sob coordenação da Profa. Mestra Naysia Alves Filgueiras e orientação da Profa. Mestra Elilane Saturnino Carlos Casais, surge como uma importante estratégia de intervenção social e acadêmica.

O projeto teve como objetivo principal promover educação em saúde voltada à pessoa idosa, de forma dinâmica, interativa e acessível, incentivando hábitos saudáveis, autonomia e qualidade de vida. Entre os objetivos específicos, destacaram-se a orientação sobre Diabetes Mellitus (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), a realização de aferição de pressão arterial e testes glicêmicos, o incentivo ao autocuidado e à adesão ao tratamento, além da promoção de atividades físicas leves e momentos de socialização.

A justificativa do projeto fundamenta-se na alta prevalência de doenças crônicas entre a população idosa, especialmente DM e HAS, que, quando não monitoradas adequadamente, podem comprometer significativamente a saúde e o bem-estar. A realização das atividades em uma creche para idosos, sob a gerência do enfermeiro Uranio, proporcionou um ambiente acolhedor, favorecendo o aprendizado, a troca de experiências e o fortalecimento de vínculos.

Durante a execução, foram abordados temas relevantes como envelhecimento saudável, fatores de risco, alimentação adequada, importância da atividade física, monitoramento da saúde, autocuidado e saúde mental. As ações foram desenvolvidas por meio de palestras dialogadas, dinâmicas em grupo, orientações individuais e atividades práticas, promovendo maior participação e engajamento dos idosos.

Os resultados evidenciaram aumento do conhecimento dos participantes sobre DM e HAS, maior conscientização sobre a importância do autocuidado e da prevenção, além da identificação de alterações nos níveis de pressão arterial e glicemia. Observou-se também estímulo à adoção de hábitos saudáveis, melhora na interação social, elevação da autoestima e fortalecimento do vínculo entre os idosos, a equipe extensionista e a instituição.

Dessa forma, o projeto reafirma a relevância da extensão universitária como instrumento de transformação social, contribuindo não apenas para a promoção da saúde da pessoa idosa, mas também para a formação de profissionais mais humanizados, críticos e comprometidos com as demandas da comunidade.


