Publicado em 23 de abril de 2026
O curso de Psicologia da Unipac de Governador Valadares realizou uma importante roda de conversa com o tema “Diagnóstico Tardio do Transtorno do Espectro Autista: Vivências, Desafios e Possibilidades de Intervenção”, reunindo estudantes e profissionais em um momento de aprendizado, escuta e reflexão. A atividade foi coordenada pela professora Débora Carla de Oliveira Santos e contou com a participação do professor Thiago Henrique Silva Montimor, que, além de docente, também é autista, trazendo contribuições a partir de sua vivência pessoal e profissional.

O encontro reuniu estudantes dos cursos de Psicologia, Educação Física e Pedagogia, promovendo um espaço interdisciplinar de diálogo sobre uma temática cada vez mais relevante no campo da saúde mental e da educação. A proposta central foi estimular uma reflexão crítica acerca do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta, abordando seus impactos emocionais, sociais, acadêmicos e funcionais.

Durante a roda de conversa, foram discutidos aspectos fundamentais, como as razões pelas quais o diagnóstico tardio ocorre, as experiências de adultos que receberam o diagnóstico apenas na vida adulta e as consequências desse processo em suas trajetórias pessoais e profissionais. Também foi destacada a importância de uma escuta qualificada e de um olhar clínico mais ampliado, capaz de reconhecer as singularidades e necessidades de cada indivíduo.

A realização da atividade se justifica pelo crescente debate, tanto no meio clínico quanto científico, sobre o número significativo de pessoas que chegam à vida adulta sem compreender plenamente seu funcionamento. Essa condição pode gerar sofrimento psíquico, dificuldades de adaptação social e limitações no acesso a suporte adequado. Nesse sentido, a roda de conversa se apresentou como uma estratégia relevante para sensibilizar a comunidade acadêmica e fomentar práticas mais humanizadas e fundamentadas no conhecimento técnico.

Entre os principais temas abordados estiveram as vivências de pessoas com diagnóstico tardio, as repercussões emocionais e sociais dessa condição, além das possibilidades de acolhimento, intervenção e suporte. O momento também possibilitou a troca de experiências entre os participantes, fortalecendo o diálogo entre teoria e prática.

Como resultados esperados, destaca-se a ampliação do conhecimento dos estudantes sobre o tema, a sensibilização da comunidade acadêmica para a importância do reconhecimento dessas vivências e o fortalecimento do debate ético e científico sobre neurodiversidade. A iniciativa contribui diretamente para uma formação mais crítica, atualizada e humanizada, alinhada às demandas contemporâneas da sociedade e às práticas inclusivas no campo da saúde mental.



