Os cursos de Biomedicina e Educação Física foram tema de entrevista no Programa Fala Mulher, da Rádio Queluz. Durante a participação, os coordenadores explicaram as profissões e destacaram como essas áreas contribuem diretamente para a saúde da população.
A coordenadora do curso de Biomedicina, Camila Dias, explicou que a Biomedicina nasceu da junção de duas grandes áreas da saúde: as ciências biológicas e as ciências médicas. Segundo ela, surgiu da necessidade, principalmente no campo da Medicina, de um profissional que dominasse tanto as questões biológicas quanto as biomédicas: “Muitos médicos, naquela época, faziam pesquisa envolvendo essas áreas, pela falta de um profissional que fosse capaz de lidar com essas duas áreas e atuar de forma mais eficaz. A Biomedicina nasce dessa necessidade da pesquisa, para preencher essa lacuna que os médicos não conseguiam atuar”, afirmou.
Camila destacou que o médico atua principalmente na parte terapêutica, enquanto o biomédico atua no diagnóstico, na prevenção e nas análises clínicas. “Ele consegue antever a doença, por exemplo, com um hemograma, exame de colesterol (lipidograma), exames hormonais e diversos outros exames diagnósticos. Todos os avanços que temos na área da saúde, começaram com a curiosidade e com a pesquisa. A ciência é uma pergunta que alguém fez e foi pesquisar para trazer essa resposta.”
Ela reforçou a importância das universidades na produção científica do país e explicou que a pesquisa fundamenta o diagnóstico e o tratamento. “Só tem vacina porque teve pesquisa. O biomédico ganhou um espaço muito importante no período da pandemia. A primeira pesquisadora a sequenciar o material genético do coronavírus no Brasil foi uma mulher biomédica, em uma universidade. A partir disso, foi possível desenvolver as vacinas.”
Camila ressaltou que a Biomedicina vai além das áreas de estética e análises clínicas. O profissional pode atuar na liberação de laudos, pesquisa, bromatologia (estudo de alimentos), perícia criminal, gestão hospitalar ou laboratorial, reprodução humana, perfusão sanguínea em cirurgias e muitas outras áreas. “Durante o curso, o aluno vai passar por todas as áreas e descobrirá qual área se identifica mais. A Biomedicina abre portas importantes no mercado de trabalho.”
Sobre o curso da UNIPAC Lafaiete, Camila destacou que, embora seja novo, conta com corpo docente formado por especialistas, mestres e doutores, além de laboratórios bem equipados para garantir uma formação de qualidade.
Saúde física e mental
O coordenador do curso de Educação Física, Fabrício Santos, abordou a importância da atividade física para a saúde física e mental. Ele explicou que é importante pensar o corpo como um todo e que a prática de atividade física pode ajudar na redução da ansiedade, do estresse e contribuir para uma melhor qualidade do sono.
Fabrício esclareceu que há diferença entre atividade física e exercício físico: “Atividade física é tudo o que a gente faz que gasta energia, como varrer a casa, lavar o carro ou ir à padaria a pé. Já o exercício físico é planejado, sistematizado e orientado por um profissional de Educação Física.” Segundo ele, tanto a atividade quanto o exercício podem contribuir para a saúde mental e física.
Sobre o melhor horário para se exercitar, o coordenador explicou que não há uma regra fixa. Ele citou o ciclo circadiano, que regula o funcionamento do corpo ao longo do dia, mas ressaltou que cada pessoa deve adequar a prática à sua rotina: “O importante é fazer. A atividade ou o exercício físico atua na prevenção de doenças crônicas e contribui para o envelhecimento saudável.”
Fabrício também falou sobre a mudança na pirâmide etária e o aumento da expectativa de vida. “Hoje temos uma população vivendo mais. Precisamos pensar em políticas públicas e em formas de manter o corpo ativo para ajudar a diminuir doenças crônicas como diabetes e hipertensão. A Educação Física é um remédio que, se tomado diariamente, ajuda na saúde e na qualidade de vida.”
Ele destacou ainda que a recomendação é realizar atividade física regular pelo menos três vezes por semana, de acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde e do Colégio Americano de Medicina Esportiva.
Por fim, reforçou a importância de procurar um profissional qualificado: “O exercício não é receita de bolo. Cada pessoa tem uma necessidade. É extremamente importante procurar um profissional formado em Educação Física.”
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