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Grupo Educacional Fupac/Unipac

Coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete fala sobre exercício físico, saúde e qualidade de vida

Coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete fala sobre exercício físico, saúde e qualidade de vida

Coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete fala sobre exercício físico, saúde e qualidade de vida

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Coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete fala sobre exercício físico, saúde e qualidade de vida

Coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete fala sobre exercício físico, saúde e qualidade de vida

Praticar exercícios físicos regularmente vai muito além da estética: é uma das principais formas de prevenir doenças e promover qualidade de vida. Esse foi o tema da participação do coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete, Daniel Côrtes, no programa Fala Mulher, da Rádio Queluz.

Qual é a importância da prática regular de exercícios físicos para a manutenção da saúde?

O exercício físico gera a manutenção do peso corporal e contribui para a regulação da pressão arterial, dos níveis de triglicerídeos e da glicose, mantendo o organismo em equilíbrio. Isso favorece a prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Temos que pensar que as doenças envolvem dois fatores principais: o genético, que não é modificável, e os hábitos de vida, que podem ser modificados. Alguns hábitos ajudam a retardar os efeitos da predisposição genética, e a prática de exercícios físicos é um deles.

Cabe salientar a diferença entre atividade física e exercício físico. A atividade física é aquela realizada no cotidiano, como varrer o quintal ou ir a pé à padaria. Já o exercício físico é planejado e estruturado para potencializar os benefícios à saúde e aumentar o gasto energético.

Existe uma quantidade mínima de exercício recomendada para obter benefícios à saúde?

Temos que considerar, primeiro, a individualidade biológica de cada pessoa. Cada indivíduo possui necessidades diferentes. No entanto, desde 2009, o Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda, como parâmetro mínimo, 150 minutos de exercícios físicos por semana, em intensidade moderada. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira também corrobora essa recomendação.

De que forma o exercício físico fortalece o sistema imunológico?

Atividades de intensidade moderada a intensa e de longa duração podem, momentaneamente, reduzir a ação do sistema imunológico. Porém, a longo prazo, essa adaptação estimula o aumento da contagem de células de defesa, como os linfócitos CD4, responsáveis pelo combate a agentes infecciosos e inflamatórios. Dessa forma, a prática regular de exercícios fortalece o sistema imunológico.

Como a prática de exercício físico pode auxiliar no controle do peso corporal e na prevenção da obesidade?

Podemos fazer duas observações. A primeira diz respeito à perda de peso, que representa apenas a redução da massa corporal na balança, sem indicar se houve perda de gordura ou de massa muscular.

Podemos pensar, por exemplo, no uso das canetas emagrecedoras. Diversos estudos mostram que elas reduzem significativamente o percentual de gordura, mas também podem provocar perda de massa muscular, o que traz prejuízos ao organismo.

Já a prática regular de exercícios físicos reduz o percentual de gordura e aumenta a massa muscular. É um ciclo: quanto mais a pessoa se exercita regularmente, maior tende a ser a redução da gordura corporal e o aumento da massa muscular, que, por sua vez, eleva o gasto energético.

Qual é o papel do exercício físico na saúde mental e na prevenção de transtornos como ansiedade e depressão?

Quando pensamos nas secreções hormonais, toda atividade prazerosa promove a liberação de endorfina, hormônio relacionado à redução da ansiedade e à melhora do humor. Algumas ocitocinas também são liberadas. A prática regular de exercícios ajuda a modular essa produção hormonal, aumentando os níveis dessas substâncias e contribuindo para o controle da ansiedade e para a promoção do bem-estar.

Quais cuidados devem ser tomados por quem deseja iniciar uma rotina de exercícios após receber um diagnóstico médico?

Se a pessoa já recebeu um diagnóstico médico, provavelmente já apresenta alguma condição clínica ou recebeu uma liberação específica para a prática de exercícios. Nesses casos, somente um profissional de Educação Física devidamente capacitado poderá orientar a prescrição dos exercícios de forma segura.

Por exemplo, pessoas com hipertensão ou diabetes necessitam de um acompanhamento mais criterioso do que aquelas que não apresentam doenças ou comorbidades.

Existem atividades mais indicadas para idosos na prevenção de doenças e na promoção da qualidade de vida?

É preciso considerar o histórico de cada idoso. Ele já praticava exercícios físicos ou está começando agora? Essas situações exigem prescrições diferentes.

Se pensarmos em dois irmãos gêmeos de 73 anos, sendo que um sempre foi fisicamente ativo e o outro decidiu começar apenas nessa idade, o planejamento dos exercícios deverá ser distinto. Quem sempre praticou exercícios físicos possui maior bagagem motora e, provavelmente, estará menos fragilizado.

Independentemente da modalidade, o mais importante é que a atividade seja prazerosa, seja caminhada, corrida, musculação, dança, lutas ou qualquer outra prática.

Por que o exercício físico deve ser visto como um investimento em saúde e qualidade de vida ao longo de toda a vida?

Quem acorda animado para sair cedo, no frio, para se exercitar? Essa é uma das primeiras barreiras que precisamos vencer: a nossa mente.

É importante entender que praticar exercícios é um investimento em saúde e qualidade de vida. Como já mencionado, o exercício físico ajuda a regular indicadores como triglicerídeos, glicose e pressão arterial. Em muitos casos, mesmo quando há necessidade de medicamentos, a prática regular de exercícios pode contribuir para a redução da dosagem, sempre com acompanhamento médico.

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Coordenador do curso de Educação Física da UNIPAC Lafaiete fala sobre exercício físico, saúde e qualidade de vida