Encerrando as comemorações do Mês da Mulher, a UNIPAC Lafaiete realizou, na segunda-feira, dia 30 de março, a palestra “Mulheres: homenagem, memória e luta”. O evento contou com a participação da advogada Maria Victória de Oliveira Rodrigues Nolasco, de Márcia Aparecida Rocha, da Associação de Afrodescendentes Alforria, e da psicóloga Rayane Pimenta, abordando temas como autoestima, valorização, vivências e violência.
A advogada Maria Victória de Oliveira Rodrigues Nolasco trouxe reflexões sobre a violência contra a mulher, citando casos recentes e experiências vivenciadas em sua trajetória pessoal e profissional. Maria Victória destacou que sua fala teve como objetivo mostrar que é fundamental ir além da legislação: “A lei atua depois que a violência acontece. É preciso estar atenta aos sinais, reconhecer situações abusivas e buscar meios de se proteger”. Ela também reforçou a importância da denúncia, lembrando que, em Conselheiro Lafaiete, há Delegacia da Mulher e que o canal 180 está disponível para atendimentos.
Márcia Aparecida Rocha, da Associação de Afrodescendentes Alforria, apresentou o trabalho desenvolvido pela entidade no resgate do movimento e compartilhou vivências acompanhadas pela instituição. Durante sua participação, destacou que as realidades das mulheres são diversas e atravessadas por fatores como raça e contexto social. Ela ressaltou ainda que, para os futuros profissionais — em especial os estudantes presentes, em sua maioria do curso de Psicologia —, é essencial considerar essas diferenças no atendimento e na atuação. Também abordou questões relacionadas à autoestima e ao fortalecimento das mulheres por meio de movimentos sociais, arte e cultura.
A psicóloga Rayane Pimenta trouxe uma abordagem voltada à saúde emocional, destacando aspectos recorrentes observados em suas pacientes, como a autocrítica constante, a dificuldade em reconhecer o próprio valor e a necessidade de dar conta de múltiplas demandas. Segundo ela, embora a autocrítica possa ser importante, em excesso pode se tornar prejudicial. Nesse sentido, reforçou a importância de desenvolver um olhar mais acolhedor sobre si mesma, considerando que a sociedade já impõe muitas cobranças às mulheres.
Outro ponto abordado foi a tendência de valorizar apenas o que não foi realizado, desconsiderando as conquistas do dia a dia. Para a psicóloga, é necessário reconhecer os próprios avanços e desenvolver um olhar mais gentil sobre a própria trajetória. Ela também destacou a importância do diálogo interno, do enfrentamento do medo e da autossabotagem, além da abertura para novas experiências como forma de ampliar o repertório e fortalecer a autoconfiança.
O evento foi realizado em parceria com o Diretório Acadêmico de Psicologia (DAPSI) e o coletivo Kurumim e contou ainda com a venda de pipoca solidária, cuja arrecadação será destinada ao Instituto VemSer. Durante a programação, também foram distribuídas frases de mulheres importantes em diversas áreas para a comunidade acadêmica.


















