O segundo dia do Workshop Profissão Biomédico, realizado na quinta-feira, dia 3, apresentou aos alunos da UNIPAC Lafaiete mais duas importantes possibilidades de atuação para o biomédico: Análises Clínicas e Pesquisa Científica.
A primeira palestra foi ministrada pelo farmacêutico Leonardo Oliveira, que compartilhou sua trajetória profissional, desde o início da carreira como analista clínico até assumir a coordenação de equipes em uma rede de laboratórios.




Durante a apresentação, Leonardo destacou a importância do trabalho do biomédico em todas as etapas das análises clínicas, desde a coleta das amostras até a fase pós-analítica, quando o médico pode solicitar esclarecimentos e informações complementares sobre os resultados dos exames.
O palestrante também explicou como um simples hemograma pode fornecer informações valiosas sobre a saúde do paciente. Segundo ele, fatores como idade, sexo, prática de atividade física, consumo de álcool e até o preparo correto para a realização do exame podem interferir nos resultados, reforçando a necessidade de uma análise técnica cuidadosa.
Na segunda palestra da noite, o biomédico Wellington Malta apresentou aos estudantes o universo da pesquisa científica e as possibilidades de carreira acadêmica. Ele explicou o percurso de formação, que pode incluir graduação, especialização ou mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de destacar o papel das instituições de fomento no financiamento das pesquisas desenvolvidas no Brasil.



Wellington ressaltou que a pesquisa científica exige investimentos, mas gera benefícios que impactam diretamente a sociedade, contribuindo para o avanço da ciência, da tecnologia e da qualidade de vida. Segundo ele, muitos projetos são desenvolvidos por meio de editais públicos, possibilitando a participação de estudantes e pesquisadores em diferentes fases da formação acadêmica.
O biomédico também destacou a importância da iniciação científica como porta de entrada para a pesquisa, permitindo ao aluno compreender a metodologia científica, interpretar artigos acadêmicos e desenvolver o pensamento crítico. Além disso, reforçou a necessidade do domínio de outros idiomas, especialmente o inglês, para acompanhar as publicações científicas internacionais, lembrando que a inteligência artificial pode ser uma aliada nesse processo.
Outro ponto abordado foi o papel das universidades, principalmente as instituições federais, como grandes produtoras de conhecimento científico no país. Wellington ainda comentou sobre a busca pelo reconhecimento da pesquisa como profissão e reforçou que investir em ciência é investir no desenvolvimento econômico, tecnológico e social do Brasil.
O segundo dia do workshop proporcionou aos alunos uma visão ampla sobre diferentes áreas de atuação da Biomedicina, aproximando-os da realidade profissional e das inúmeras possibilidades que a carreira oferece.


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